segunda-feira, 16 de março de 2009
Inspiração, cadê?
A vontade de escrever vem, mas dessa vez ela não é acompanhada pela inspiração, o que me faz ficar frustrada, já que uma não serve de nada sem a outra. Milhões de assuntos pairam pela minha mente; selecionando um por um eu procuro e penso o que vou escrever. Penso até que tudo que eu já tinha que vomitar e colocar pra fora, já coloquei. Mas não, tem muita coisa guardada ainda, da pra sentir. O problema está em transformar em palavras, combiná-las, seduzi-las para fora da boca enquanto meus dedos se movimentam involuntariamente e meus olhos se fecham na escuridão pensante e silenciosa. A música toca, me fazendo procurar pela inspiração que move meus dedos tão mais rápido e facilmente. O tempo passa devagar, as palavras parecem não querer sair e quando saem, não existe a essência inspiradora que transmite sentimentos incomuns. A música continua a tocar, dessa vez, uma outra diferente, mas com a mesma busca incessante que insiste em querer ser o centro das procuras mais profundas existente dentro de um ser. É, pelo visto por mais que eu a procure, ela não virá me visitar hoje.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Redação de Prova
Definitivamente não existe coisa pior. O tempo passa rápido, a letra está uma porcaria e nem se dar ao luxo de produzir um rascunho se tem. Hah, se o fizer, já era, será o último a entregar a bendita prova com pequenas linhas e apertados espaçamentos. A letra continua uma porcaria e nem na terceira linha se está, as idéias fogem e os compreensíveis coleguinhas não cooperam. Uma idéia surge. Seu querido amigo ao lado insistem em fazer barulhinhos com o lápis ou até mesmo com a boca e a idéia se vai. A raiva sobe e a vontade é de fazê-lo engolir aquele maldito lápis ou a própria língua. O relógio gritando, dizendo que só faltam apenas 10 minutos e a redação, se é que pode chamar assim, ainda não tem nem nexo. Pensa, pensa e pensa. Impossível, seu amiguinho ao lado novamente insiste em fazer o maldito barulho com a boca ou em simplesmente rir. No caderno dele, a folha está mais alva do que pomba da paz. O relógio torna a gritar, só faltam 5 minutos. Finalmente uma idéia surge e você consegue agarrá-la, sem deixar o seu aplicado coleguinha te distrair. A ansiedade te toma por completo e as palavras fluem como rio na ponta do lápis. Sim, lápis, não iria se atrever a escrever de caneta com tal “perfeição” de letra. O texto está uma porcaria, embora a idéia tenha deixado milhões de palavras fluírem. Finalmente se consegue chegar ao número mínimo de linhas pedido pela professora. O relógio grita junto com o sinal, dessa vez, e todos se levantam. Folhas completas, com várias letras escritas. É hora de finalmente entregar a tal tentativa não muito bem sucedida de redação.
Lembranças da 6ª série.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Eu e as Borboletas
Solidão é uma coisa que poucos conseguem lidar e conviver. E a minha é em tempo integral, por mais que eu esteja rodeada de pessoas, sempre será apenas eu. Por mais que eu queira estar junta, eu sempre estarei sozinha... Por mais que existam momentos nos quais insistem em penetrar e permanecer em minha mente, eu não cederei de forma alguma. Sou eu e meu umbigo, eu e minhas verdades... Eu e meus pontos de vistas. Eu e o escuro, antes de dormir. Milhões de pensamentos, todos vindo e indo para o nada. Milhões de vontades e medos, de uma só vez, em minha cabeça. Milhões de hipóteses... Possibilidades. E então chegam as borboletas, de todas as cores e de todas as formas, me fazendo flutuar no universo de anseios e desejos, me fazendo querer concretizar pensamentos inúteis, fúteis... Levianos. Fazendo-me voar na mais alta das altitudes ou mergulhar no mais profundo oceano. Motivada pro elas. Tão coloridas, tão... Cheias de vida. Quando menos espero, elas vão embora e só o que fica é o vazio. A coragem não existe mais, os pensamentos que pareciam ser realidades se foram e só o que me resta é esperar pela noite seguinte, quando elas vierem visitar minha barriga de novo. As cores não estão mais presentes, nem a motivação... Apenas a ansiedade para o dia seguinte. Cada dia o número delas aumentam e cada dia elas estão mais cheias de cores e de vida... Cada vez mais borboletas.
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