segunda-feira, 9 de março de 2009

Redação de Prova

Definitivamente não existe coisa pior. O tempo passa rápido, a letra está uma porcaria e nem se dar ao luxo de produzir um rascunho se tem. Hah, se o fizer, já era, será o último a entregar a bendita prova com pequenas linhas e apertados espaçamentos. A letra continua uma porcaria e nem na terceira linha se está, as idéias fogem e os compreensíveis coleguinhas não cooperam. Uma idéia surge. Seu querido amigo ao lado insistem em fazer barulhinhos com o lápis ou até mesmo com a boca e a idéia se vai. A raiva sobe e a vontade é de fazê-lo engolir aquele maldito lápis ou a própria língua. O relógio gritando, dizendo que só faltam apenas 10 minutos e a redação, se é que pode chamar assim, ainda não tem nem nexo. Pensa, pensa e pensa. Impossível, seu amiguinho ao lado novamente insiste em fazer o maldito barulho com a boca ou em simplesmente rir. No caderno dele, a folha está mais alva do que pomba da paz. O relógio torna a gritar, só faltam 5 minutos. Finalmente uma idéia surge e você consegue agarrá-la, sem deixar o seu aplicado coleguinha te distrair. A ansiedade te toma por completo e as palavras fluem como rio na ponta do lápis. Sim, lápis, não iria se atrever a escrever de caneta com tal “perfeição” de letra. O texto está uma porcaria, embora a idéia tenha deixado milhões de palavras fluírem. Finalmente se consegue chegar ao número mínimo de linhas pedido pela professora. O relógio grita junto com o sinal, dessa vez, e todos se levantam. Folhas completas, com várias letras escritas. É hora de finalmente entregar a tal tentativa não muito bem sucedida de redação. Lembranças da 6ª série.