quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ohne Titel

Quando não se encaixa, quando tudo é apenas nada. Quando as pessoas se afastam, quando tudo não mais importa. Tu és minha esperança, Lorde, minha força está no Teu conforto e em Ti a minha ascensão. Em Ti confiarei mesmo que os de pele e osso não confiem e não te aceitem. Pois sabia que quem não Te aceita, não está aceitando a mim também. Tu vives e viverás em mim para sempre, Lorde das Luzes. Em Ti sempre serei vitorioso mesmo que machucado.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Não Bem-Vindo Bem Querido

Saia, não entre, você não tem a minha permissão

Vamos, se afaste do meu coração

Eu não te quero, sai de mim maldição

Não! Não adianta ir pelo outro lado

Eu não quero ser enfeitiçado

Ei! Não faça iss... Droga!

Saia agora mesmo de dentro de mim

Você não é tão perfeito assim

Quem manda em mim sou eu

Procure outro plebeu!

Você só me trará sofrimento,

Não está vendo?

Saia de mim eu te imploro,

Saia de mim pois eu te adoro

Fique, eu deixo

Não se vá, eu te prometo!

Eu preciso de disso,

Você não está arrependido?

Entrou em mim e me faz acelerar,

Entrou em mim e me fez sonhar

Isso não está certo

Por que você é mais esperto?

Eu te quero,

Fique por perto;

Você está me matando,

Eu estou adorando

Ei! Não se afaste, volte para mim

Por que você está me deixando assim?

Volte, eu te peço

Volte, eu te quero!

Me deixou sangrando

E agora está andando

Andando para longe de mim;

Foi embora, isso não terá fim.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Inspiração, cadê?

A vontade de escrever vem, mas dessa vez ela não é acompanhada pela inspiração, o que me faz ficar frustrada, já que uma não serve de nada sem a outra. Milhões de assuntos pairam pela minha mente; selecionando um por um eu procuro e penso o que vou escrever. Penso até que tudo que eu já tinha que vomitar e colocar pra fora, já coloquei. Mas não, tem muita coisa guardada ainda, da pra sentir. O problema está em transformar em palavras, combiná-las, seduzi-las para fora da boca enquanto meus dedos se movimentam involuntariamente e meus olhos se fecham na escuridão pensante e silenciosa. A música toca, me fazendo procurar pela inspiração que move meus dedos tão mais rápido e facilmente. O tempo passa devagar, as palavras parecem não querer sair e quando saem, não existe a essência inspiradora que transmite sentimentos incomuns. A música continua a tocar, dessa vez, uma outra diferente, mas com a mesma busca incessante que insiste em querer ser o centro das procuras mais profundas existente dentro de um ser. É, pelo visto por mais que eu a procure, ela não virá me visitar hoje.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Redação de Prova

Definitivamente não existe coisa pior. O tempo passa rápido, a letra está uma porcaria e nem se dar ao luxo de produzir um rascunho se tem. Hah, se o fizer, já era, será o último a entregar a bendita prova com pequenas linhas e apertados espaçamentos. A letra continua uma porcaria e nem na terceira linha se está, as idéias fogem e os compreensíveis coleguinhas não cooperam. Uma idéia surge. Seu querido amigo ao lado insistem em fazer barulhinhos com o lápis ou até mesmo com a boca e a idéia se vai. A raiva sobe e a vontade é de fazê-lo engolir aquele maldito lápis ou a própria língua. O relógio gritando, dizendo que só faltam apenas 10 minutos e a redação, se é que pode chamar assim, ainda não tem nem nexo. Pensa, pensa e pensa. Impossível, seu amiguinho ao lado novamente insiste em fazer o maldito barulho com a boca ou em simplesmente rir. No caderno dele, a folha está mais alva do que pomba da paz. O relógio torna a gritar, só faltam 5 minutos. Finalmente uma idéia surge e você consegue agarrá-la, sem deixar o seu aplicado coleguinha te distrair. A ansiedade te toma por completo e as palavras fluem como rio na ponta do lápis. Sim, lápis, não iria se atrever a escrever de caneta com tal “perfeição” de letra. O texto está uma porcaria, embora a idéia tenha deixado milhões de palavras fluírem. Finalmente se consegue chegar ao número mínimo de linhas pedido pela professora. O relógio grita junto com o sinal, dessa vez, e todos se levantam. Folhas completas, com várias letras escritas. É hora de finalmente entregar a tal tentativa não muito bem sucedida de redação. Lembranças da 6ª série.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu e as Borboletas

Solidão é uma coisa que poucos conseguem lidar e conviver. E a minha é em tempo integral, por mais que eu esteja rodeada de pessoas, sempre será apenas eu. Por mais que eu queira estar junta, eu sempre estarei sozinha... Por mais que existam momentos nos quais insistem em penetrar e permanecer em minha mente, eu não cederei de forma alguma. Sou eu e meu umbigo, eu e minhas verdades... Eu e meus pontos de vistas. Eu e o escuro, antes de dormir. Milhões de pensamentos, todos vindo e indo para o nada. Milhões de vontades e medos, de uma só vez, em minha cabeça. Milhões de hipóteses... Possibilidades. E então chegam as borboletas, de todas as cores e de todas as formas, me fazendo flutuar no universo de anseios e desejos, me fazendo querer concretizar pensamentos inúteis, fúteis... Levianos. Fazendo-me voar na mais alta das altitudes ou mergulhar no mais profundo oceano. Motivada pro elas. Tão coloridas, tão... Cheias de vida. Quando menos espero, elas vão embora e só o que fica é o vazio. A coragem não existe mais, os pensamentos que pareciam ser realidades se foram e só o que me resta é esperar pela noite seguinte, quando elas vierem visitar minha barriga de novo. As cores não estão mais presentes, nem a motivação... Apenas a ansiedade para o dia seguinte. Cada dia o número delas aumentam e cada dia elas estão mais cheias de cores e de vida... Cada vez mais borboletas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tudo Ao Meu Redor

Incrível o que um abraço pode fazer. Principalmente se você estiver vulnerável, carente. Um abraço, não um “envolver de braços”, if you know what I mean. Um abraço apertado, de mãe; um olhar sincero e carinhoso, amoroso. Maternal. Só ele pode provocar essas sensações que florescem de dentro para fora, bem fundo. Incrível também, como você precisa de um exemplo “triste” para ter consciência de que tudo aquilo que está ao seu redor é valioso e que se você perder, irá sentir falta. Incrível, como em momentos de raiva você deseja coisas horríveis, abomináveis, mas logo em seguida está pedindo perdão por pensar em coisa tão impura. As coisas ao meu redor são tão seguras, tão... Minhas. Meu mundo, minha imaginação, minhas vontades... Meus pensamentos infinitos. Perfeitos, como se não houvesse erro algum. É, esse é o meu defeito. Achar que não tenho defeitos. Achar que tudo tem que ser perfeito, do meu jeito. Mesquinho? Sim, sim, demais. Mas aí, as pessoas ao meu redor me mostram que não é bem assim. Você não entende? Elas fazem quem eu sou. Elas, desde as mais importantes e essenciais até as indiferentes e que não afetam em nada. Você que pensa. O maior influente, ou o pior inimigo. Todos eles fazem quem você é. Quem eu sou. É um círculo no qual eu enxergo. Louca? Talvez. E então, você se da conta de que eles são importantes na sua vida, mesmo que você nunca tenha percebido isso. Eles eram indiferentes, certo? Certo. Pessoas descartáveis, no qual você não precisa, certo? Errado. Você precisa deles, por causa do círculo! Nunca se esqueça dele. O círculo te leva a pessoas no qual você nunca imaginou ser levado. Pessoas essas que são importantes para outras pessoas e como é um círculo, chegará a você. Sempre. O círculo não tem começo, nem fim, mas ele existe e acontece. O mundo é pequeno e o círculo também. Sempre vai existir aquela pessoa que você nunca se interessou, mas que é uma influência para alguém e para outros, outros e outros. Quando você menos espera, aquela pessoa indiferente está conectada a você. Indiretamente.

Eu Nunca Senti Saudades

Saudades, o que seria? Sou a pior pessoa pra responder isso, já que nunca senti. Ou se senti, não reconheci. Na verdade, estou reconhecendo... Ela vem em momentos vulneráveis, aqueles em que você só está pensando, lembrando e querendo reviver o que passou. Momentos estes que houve alguma coisa a mais... Um toque, um perfume, um olhar. Pensando bem, acho que já senti saudades. De um cheiro novo, de alguma coisa que estava faltando... Que está faltando. Sempre faltou e está fazendo falta agora, mais do que nunca, porquê eu conheço o que é ou penso conhecer, eu sei do que preciso no momento. Deveria existir uma poção, ou algum tipo de bebida que cobrisse toda a necessidade física, emocional... Humana. Sempre vejo tantas pessoas dizendo que está com “saudades”, será que é de verdade? A saudade existe? Ou seria só mais um sentimento criado pelas pessoas, para mentir? E o amor? Existe mesmo, ou é só um carinho mais... Intenso? Não sei, nunca amei. C’mon! Amor de criança não vale. Estou falando de amor, aquele que faz você sentir saudades, do verdadeiro e não do mentiroso, fingido. Do frio na barriga e das pernas bambas, da ansiedade de ver. Seria saudades apenas isso? Ansiedade de ver? Isso deve definir bem a saudade. Ou não, já que o dicionário diz que um sinônimo da saudades é a “depressão”. Acredito que a saudade seja apenas um detalhe, uma vontade a ser saciada, um desejo... Não sei se já senti, não sei se estou sentindo ou se irei sentir, apenas não sei. Não sei nem se existe. Se é que existe.