quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
In The Arms Of God
As vontades vêm sem avisar e deixa esse rastro de sentimento tão complexo, que ainda não tem nome. A ansiedade está junta e com ela vem a nostalgia, também. Meus olhos me mostram apenas aquilo que quero ver, só aquilo que meu íntimo insiste em querer enxergar. A maçã que comi uma, duas vezes parece estar sem gosto... Mas tem mais de onde veio. Tem mais e eu preciso ir buscar, mesmo que quando estiver subindo, eu caia. É um risco a se correr para fazer com que a fruta tenha gosto novamente. Não posso ficar aqui embaixo, simplesmente esperando que o vento corra e sopre, fazendo-a cair. Ela parece tão perto daqui de baixo, mas quando eu estendo a mão e tendo agarrá-la, ela se torna mais longe do que meus olhos podiam ver e parece até impossível chegar a tal altura. Tão bonita, ela me encara de lá do alto. Com um olhar enigmático, ela me chama sem proferir uma só palavra e eu começo a subir, já sabendo que vou cair. O caminho parece longo, os galhos atrapalham a minha trajetória até a maçã tão desejada. Tão vermelha e tão bem desenhada. A altura em que estou já ultrapassou as nuvens e eu continuo sabendo que a minha queda está próxima de acontecer. E é nessa hora que meus olhos escuros encontram os dela, tão chamativos, dessa vez, não tão belos como antes. O caminho a frente parece se alongar e não dá mais pra voltar atrás. Meus olhos, mais uma vez, encontram os da maçã, que incrivelmente, mudou de idéia e está me chamando mais uma vez. Minhas pernas pequenas continuam a subir, como uma espécie de hipnose. Com uma pequena distração para olhar o tamanho da queda, os olhos dela muda novamente e dessa vez está pior que antes, consigo ver o fogo dentro deles, queimando e me fazendo suar. Meus olhos desesperados procuram aqueles que me fizeram subir tão alto, mas tudo que encontro é a pressão me puxando para baixo e eu estou caindo da mais alta das alturas. O chão está cada vez mais perto, meus olhos se apertam numa tentativa de não sentir a dor quando meu corpo colidir no cimento dos sentimentos ruins, e é nessa hora, que eu sinto meu corpo que foi abandonado de tão alto, ser segurado por braços firmes e seguros, que levam todos os meus medos embora e fazem meus olhos se abrirem e brilharem ao encontrar olhos tão perfeitos e diferentes dos de antes. Olhos que transbordam de Amor, que me fazem ver estrelas noturnas com sóis diurnos, e é quando entendo que estou nos Braços do Pai.
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